Quem casa, quer casa decorada!

Quem casa quer casa, não é verdade? Nós vamos mais longe e ousamos dizer que quem casa, quer uma casa bem decorada e que seja um reflexo de si enquanto casal. Porém, um espaço que seja simultaneamente um refúgio para os dois e um local convidativo para receber família e amigos não se conquista num abrir e fechar de olhos. Mas felizmente também isso tem as suas vantagens porque grande parte do prazer da decoração é o próprio processo, um exercício criativo que será puro divertimento se ambos se entregarem, de corpo e de alma, à decoração da vossa casa nova. Aqui ficam algumas dicas que devem seguir:

  1. Orçamento

Uma casa nova requer uma infinidade de coisas e, mesmo que a vossa lista de casamento tenha sido um enorme sucesso, vão continuar a faltar inúmeros objetos, desde toalhas de casa de banho, a quadros para a parede, a cortinados e candeeiros de teto. Embora não seja necessário gastar muito dinheiro para conseguir uma casa bem decorada, é importante estabelecer um orçamento para cada divisão. Assim, saberão onde querem e podem despender mais ou menos dinheiro e será sempre mais fácil na hora de fazer as aquisições de mobília, têxteis-lar e peças decorativas.

  1. Prioridades

Para garantirem um quotidiano confortável e a vontade de voltarem para casa no final do dia, é importante decidirem que divisões vão decorar primeiro. No caso dos recém-casados, aconselha-se primeiro o quarto de dormir, seguido da sala e cozinha. Garantidos esses espaços, a casa já vai parecer o vosso lar, o vosso ninho, que depois devem continuar a decorar, à medida que o tempo e o vosso orçamento assim o permitir.

  1. Pesquisa

Em vez de se limitarem a adquirir os elementos básicos para um determinado espaço, uma cama qualquer, um sofá à sorte ou uma mesa onde caibam os dois, dediquem algum tempo à pesquisa. O mundo da decoração está recheado de coisas lindas e inovadoras, por isso, façam questão de as descobrir todas, em vez de tomarem decisões precipitadas que, em poucos meses (quando já tiverem mais dentro da arte que é decorar!) se arrependem. Vejam montras, revistas, catálogos e sites, inspirem-se e compilem, em conjunto ou em separado, uma pasta com tudo aquilo que mais gostavam de ver na vossa casa. Depois, analisem tudo e descubram onde existe sintonia e onde será necessário algum compromisso.

  1. Estilo

Esta pesquisa inicial será um excelente investimento a vários níveis, um dos quais sendo a descoberta do(s) estilo(s) que mais apreciam e que os vai ajudar não só na aquisição de tudo o que precisam, como vos irá inspirar para tornar a vossa decoração pessoal e intransmissível. Saber exatamente o que procuram e qual o resultado final pretendido é um desafio em si próprio e cada peça conseguida será mais uma conquista. Grande parte do encanto da decoração está no “ir fazendo”, ir comprando para ver o espaço a compor-se ao pouco, exatamente como sonharam.

  1. Cores

A decoração é um mundo de formas, feitios, padrões, texturas e de cores, sendo que por vezes é tão difícil escolher uma palete de cores como uma peça de mobília ou um candeeiro. As cores contribuem para a definição de um ambiente como calmo ou jovem, divertido ou elegante e, por isso mesmo, devem ser ponderadas cuidadosamente. Peçam amostras de tintas e tecidos, experimentando-as sempre na divisão a decorar antes de tomarem decisões finais. Quando em dúvida sobre este ou aquele tom e como combinar diversas cores num só espaço, recorram à vossa pasta de inspiração.

  1. Funcionalidade

O estilo e as cores que decidem aplicar na vossa decoração devem ter ainda em conta outro conceito importante: a funcionalidade. É essencial decidirem se querem uma casa requintada porque passam lá pouco tempo e vai servir apenas para receber visitas; ou então se preferem um espaço familiar e aconchegante, até porque pensam ter filhos muito em breve. Se o apartamento for alugado, talvez não convém mandar fazer móveis à medida ou então o senhorio pode não permitir pintar as paredes; por outro lado, se a casa for comprada, já não têm essas restrições e podem fazer outro tipo de investimentos.

 

  1. Cedências

À medida que cooperam na decoração da nova casa é natural que não estejam de acordo com todas as escolhas de tintas, da disposição do mobiliário no escritório ou do facto de um querer encher a vossa cama de almofadas e o outro desgostar tantos acessórios no mesmo local. O que fazer? Esgotar todas as hipóteses possíveis até chegarem a um consenso ou então fazerem cedências de parte a parte.

  1. Aproveitamento

Muitos casais trazem para a nova casa, mobília ou objetos da sua vida enquanto solteiros e, embora alguns possam enquadrar-se perfeitamente, outros podem nada ter a ver com o apartamento dos vossos sonhos. Por exemplo, quadros pintados por um de vocês no tempo da universidade ou um aparador herdado podem revelar-se uma adição original e económica na decoração do vosso ninho de amor. No caso de recordações mais “especiais”, poderão ter de entrar em negociações do género “se te livrares daquela poltrona toda velha e cheia de buracos eu devolvo a minha coleção de peluches à garagem dos meus pais”.

  1. Cooperação

Embora um de vocês possa ter uma maior apetência ou gosto pela decoração, é fundamental que ambos participem na escolha das peças, cores e disposição da vossa casa, caso contrário, no final, um dos elementos do casal pode não se sentir tão em casa como era suposto. Pode sentir que as suas ideias não foram valorizadas e que o seu lar não é um reflexo do casal, mas sim da esposa ou do marido. O resultado podem ser discussões desnecessárias e/ou algo para ser usado contra o outro no futuro. Uma vez que a decoração da vossa nova casa se trata de um projeto tão especial e único, não vale a pena. Se o casamento é feito por duas pessoas, o vosso lar também o deve ser.

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